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Mozambique: lesbian seeks refuge in Brazil

A refugee because of homophobia and violence in Mozambique, Lara was assaulted and saw friends being killed and raped for their sexuality. Since 2013, she has lived with her wife and child in São Paulo.

“He punched me in the face, I’ll never forget it,” recalls 37-year-old businesswoman Lara Lopes, referring to one of her memories of life in Mozambique, Southeast Africa, when she was attacked by a man in the street for being a lesbian. Another vivid memory was the day her own family excluded her from dinner. “I never forget the day I went to dinner at my aunt’s house with my cousins. They excluded me, put me in a corner by myself and forbade their women to talk to me”. Both episodes were based on the same reason: homophobia.

Her father, who was very involved in sport, heard other people talking about Lara and left the family because of his daughter’s sexuality. “He always heard something, but he never came to talk about it. One day he left the house, he didn’t tell anyone and when my mother tried to find out why, he said that I was using drugs, but I never did that in my life. I soon understood what was happening”, she says.

In addition to her father’s abandonment, prejudice, according to her, is part of a society strongly influenced by Christian religions, predominantly evangelical ones. “They cursed and yelled in the street, I sometimes heard it, without even knowing where the person was. Sometimes the person would throw something from the top of a building on our heads – there were people who would throw water”.

Other than that, Lara saw even more violent forms of homophobia in the country where it was a crime to be gay until July 2015. “In the south they do a lot. Two friends of mine who couldn’t stand the verbal abuse were murdered. I sometimes ask myself: if I were still in Mozambique wouldn’t that be me?”, she asks.

One of the cases she remembers was the day when a man attacked her at the end of a football game. “It was in a public field in the center of the city, called Campo do Estrela. It’s normal for men to hint, but there are people who swallow it, my friends don’t. The guy wanted to start a fight with us, he went for it completely, cursed us with a lot of names, he punched me in the face. And I’m absolutely sure that if he sees me today, he’ll remember it very well”, she says, disgusted. “These are things you can’t forget, they’re kept there in a little drawer”, she laments.

State violence
Homophobia is a legacy of colonialism that prevails to this day in at least 30 African countries which retain the criminalisation of same-sex relationships, or otherwise restrict non-heteronormative sexual practices, according to information from the 2019 State-Sponsored Homophobia report, produced by International Lesbian and Gay Association (ILGA).

Mozambique, which was a Portuguese colony, broke away from its Penal Code that penalised LGBT people in 2015, but no protection was granted in relation to sexual orientation or gender identity, says the report, which also pointed to the Mozambican state’s refusal to register the NGO Lambda Moçambique, which deals with LGBT rights”.

Lambda has been in a legal battle for more than 10 years to be legally recognized by the Mozambican government, despite being the first association for the defense of sexual minorities in the country. The entity’s performance was also part of Lara’s life. “Despite being dangerous, I have always lived with LGBT people, I was part of the direction of Lambda, which is still not accepted by the government. It is not an easy task. Religion influences so much, especially the evangelicals. They think they are the owners of the truth and position themselves as God. My wife’s mother is an extreme evangelical, for example.”

(Translated)

Refugiada por causa da LGBTfobia e da violência do Estado de Moçambique, Lara foi agredida e viu amigas sendo mortas e estupradas por sua sexualidade. Desde 2013, ela vive com a esposa e um filho em São Paulo

“Ele me deu um soco na cara, nunca vou esquecer isso”, lembra a empresária de 37 anos, Lara Lopes, ao se referir a uma das memórias de sua vida em Moçambique, sudeste da África – ela foi agredida por um homem na rua por ser lésbica. Outra recordação viva em sua mente foi o dia em que a própria família a excluiu de um jantar. “Nunca esqueço o dia que eu fui jantar na casa da minha tia, entre primos, eles me excluíram, me colocaram num canto sozinha e proibiram suas mulheres de conversarem comigo”. Ambos os episódios têm o mesmo motivo: LGBTfobia.

O pai, que frequentava muito o meio do esporte, ouvia outras pessoas falando de Lara e abandonou a família por conta da orientação sexual da filha. “Ele ouvia sempre alguma coisa, mas nunca chegou para conversar a respeito. Um dia ele saiu de casa, não falou para ninguém e quando a minha mãe procurou saber o porquê, ele falou que eu estava consumindo drogas, mas eu nunca consumi na minha vida. Logo entendi o que estava acontecendo”, conta.

Além do abandono do pai, o preconceito, segundo ela, faz parte da sociedade influenciada fortemente por religiões cristãs, predominantemente as evangélicas. “Xingavam e gritavam na rua, eu ouvia às vezes, sem nem saber onde é que a pessoa estava. Às vezes a pessoa jogava alguma coisa do alto de um prédio na nossa cabeça, tinha gente que jogava água”.

Fora isso, Lara viu formas ainda mais violentas de LGBTfobia no país em que era crime ser homossexual até julho de 2015. “Chamam a pratica de estupro em pessoas LGBTs de ‘violação cura’, ou ‘violação correctiva’, que agora na África do Sul eles fazem muito. Duas amigas minhas que não aguentavam os desaforos foram assassinadas. Eu às vezes me pergunto: será que se eu estivesse em Moçambique não estaria nessa estatística delas duas?”, questiona.

Um dos casos lembrados por ela foi o dia em que um homem a agrediu ao final de um jogo de futebol. “Foi em um campo público que fica no centro da cidade, chama-se Campo do Estrela. É normal os homens mandarem indiretas, só que tem gente que engole, minhas amigas não. O cara estava com vontade de criar briga com a gente, ele foi pra cima, com tudo mesmo, xingou a gente um monte de nome, ele me deu um soco na cara. E eu tenho a certeza absoluta que se ele me ver hoje, ele vai se lembrar muito bem disso”, conta, revoltada. “São coisas que não tem como você esquecer, está lá guardado numa gavetinha”, lamenta.

Violência do Estado
A LGBTfobia é uma herança do colonialismo que impera até hoje em ao menos 30 países africanos que persistem em manter como crime as relações entre pessoas do mesmo sexo ou em restringir práticas sexuais não heteronormativas, segundo informações do relatório Homofobia Patrocinada pelo Estado 2019, produzido pela Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA).

Moçambique, que foi colônia portuguesa, se desvencilhou de seu Código Penal que penalizava pessoas LGBT em 2015, mas nenhuma proteção foi concedida em relação à orientação sexual ou identidade de gênero, diz o relatório, que também apontou a negação do Estado moçambicano em registar a ONG Lambda Moçambique, que trata dos direitos LGBTs “.

Lambda está há mais de 10 anos em uma batalha jurídica para ser reconhecida legalmente pelo governo moçambicano, apesar de ser a primeira associação de defesa de minorias sexuais no país. A atuação da entidade também fez parte da vida de Lara. “Apesar de ser perigoso, eu sempre convivi com pessoas LGBTs, fiz parte da direção da Lambda, que até agora não é assumida pelo governo, não é uma tarefa fácil. A religião influencia ainda mais, principalmente na parte dos evangélicos, eles se acham os donos da verdade e se colocam na posição de Deus. A mãe da minha esposa é evangélica extremista, por exemplo”.

(Original)

Continue reading at: https://ponte.org/com-medo-de-ser-morta-por-ser-lesbica-lara-fugiu-de-mocambique-para-sp-nunca-tive-respeito-por-ser-o-que-eu-sou/ (Source)

UN submission on discrimination and violence against lesbians

On 1 August 2021 Listening2Lesbians provided submissions in response to the following from the Commission on the Status of Women:

“Any individual, non-governmental organization, group or network may submit communications (complaints/appeals/petitions) to the Commission on the Status of Women containing information relating to alleged violations of human rights that affect the status of women in any country in the world. The Commission on the Status of Women considers such communications as part of its annual programme of work in order to identify emerging trends and patterns of injustice and discriminatory practices against women for purposes of policy formulation and development of strategies for the promotion of gender equality.”

Commission on the Status of Women: Communication Procedure

Information was provided to the UN on incidents dating back approximately 2.5 years across the 57 countries we have reported on in that time.

Legal, social and familial punishment of lesbians for failing to conform with the expectations imposed on women illuminates the status of women around the world. Homosexuality is understood to be a breach of sex-based expectations. Strictly enforced sex roles are accompanied by increased consequences for those who break them, individually or collectively. Lesbians, or women read as lesbians, are doubly punishable for their non-conformity, both overt and inferred.

Listening2Lesbians is not an expert on these countries and provided this information to augment and support the information provided by women from individual communities. We can only provide information on cases we have been able to locate and based our submissions solely around the available facts. Please note that we welcome corrections and updates.

We are painfully aware of the many communities not represented.

Anyone with information on missing communities is invited to contact us with information on reporting violence and discrimination against lesbians in their community.

Liz, Ari and Devorah @ Listening2Lesbians

Submissions:

Brazil: singer Angela Ro Ro victim of ongoing ageism and lesbophobia online

On Tuesday night (15 June)Angela Ro Ro posted an outburst on her Instagram profile about the homophobic attacks she continues to receive on social networks. The singer, who is a lesbian, criticized the “haters” and made an appeal on behalf of the large number of people who are also affected by this type of discrimination. “I’m tired of being a lone victim. Unfortunately, there are many victims. Leave us alone. We are not martyrs. We are being human. Angela Ro Ro with great pride. Gay pride forever,” she said in the message.

(Translated)

Angela Ro Ro publicou em seu perfil no Instagram, na noite de terça-feira (15), um desabafo sobre os ataques homofóbicos que continua recebendo nas redes sociais. A cantora, que é lésbica, criticou os “haters” e fez um apelo em nome do grande número de pessoas que também são afetadas por esse tipo de discriminação.”Cansei de ser vítima solitária. Infelizmente muitas são as vítimas. Deixem-nos em paz. Não somos mártires. Somos serem humanos. Angela Ro Ro com muito orgulho. Gay pride forever [orgulho gay para sempre, em inglês]”, disse na mensagem.

(Original)

Continue reading at: https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/celebridades/angela-ro-ro-sofre-ataques-homofobicos-e-faz-apelo-deixem-nos-em-paz-59504 (Source)

Related article: Brazil: Angela Ro Ro talks about coming out as a lesbian: “I was beaten four times by the police”

Brazil: I won’t shut up says lesbian councilor after attack

During a meeting of the College of Niterói City Council leaders, the discussion about the processing of a bill ended up at the police station. Annoyed, councilor Paulo Eduardo Gomes (PSOL) fired sexist and lesbophobic insults against Verônica Lima (PT), who is a lesbian and the first black woman to occupy a seat in the House. After that, he went after her and had to be restrained by colleagues. After the incident, this Wednesday (7 July), Lima filed a police report at the Police Service for Women (DEAM) in Niterói, a municipality neighboring Rio de Janeiro, for verbal abuse and illegal duress against the councilor. She now wants her colleague’s to be removed from his position on the House Ethics Committee. “He managed to make me cry, but I won’t shut up,” she told UOL.

The councilor said that, during the discussion, Gomes even made reference to her being a lesbian: “Want to be a man? Then I’ll treat you like a man.” According to her, the councilor got up from his chair, walked towards her and with an attack only prevented because he was restrained by colleagues.
(Translated)

Durante uma reunião do colégio de líderes da Câmara de Niterói, a discussão sobre o trâmite de um projeto de lei foi parar na delegacia. Contrariado, o vereador Paulo Eduardo Gomes (PSOL) disparou ofensas machistas e lesbofóbicas contra Verônica Lima (PT), que é lésbica e a primeira negra a ocupar uma cadeira na Casa. Depois disso, ele partiu para cima dela e foi contido por colegas.

Após o ocorrido, nesta quarta-feira (7), Lima registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) de Niterói, município vizinho ao Rio de Janeiro, por injúria e constrangimento ilegal contra o vereador. Ela agora quer a expulsão do colega do cargo na Comissão de Ética da Casa. “Ele conseguiu me fazer chorar, mas eu não vou me calar”, disse ela ao UOL.

A vereadora contou que, durante a discussão, Gomes chegou a dizer em referência a ela ser lésbica: “Quer ser homem? Então vou te tratar como homem”. Ainda segundo ela, o vereador se levantou da cadeira, caminhou em sua direção e só não a agrediu por ter sido contido por colegas.

Continue reading at: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2021/07/09/nao-vou-me-calar-diz-vereadora-lesbica-ofendida-por-colega-em-niteroi.htm (Source)

Brazil: Murdered lesbian “just wanted to be happy”

On the morning of June 22, at the age of 39, Ana Paula Campestrini was executed with 14 shots when she arrived home. The entire event, which lasted about ten seconds, was recorded by the security cameras of the condominium where she lived, in Curitiba (PR). …

Living a personal process of discovery, Ana discovered that she was a lesbian and asked for a divorce from her husband, butr never from the children. From that point she was subjected to blackmail and threats from her ex, lawyer Wagner Oganauskas. …

“The only thing she wanted was to be able to be happy being who she was [a lesbian woman] and to be able to have contact with her children. And she was taken from our lives,” said Luana, in a choked voice, over the phone, as she headed to the demonstration for justice by Ana Paula. On Sunday (27 June), dozens of people walked through the central streets of Curitiba asking for the investigation into her murder to be prioritised. Two suspects have been arrested: Wagner Oganauskas, ex-husband of Ana Paula, and a friend of his, Marcos Antônio Ramon.
(Translated)

Na manhã de 22 de junho, aos 39 anos, Ana Paula Campestrini foi executada com 14 tiros ao chegar em casa. Quatorze. Toda a ação, que dura cerca de dez segundos, foi registrada pelas câmeras de segurança do condomínio onde ela morava, em Curitiba (PR). …

Vivendo um processo pessoal de descobertas, Ana se entendeu lésbica e pediu o divórcio. Do marido. Nunca dos filhos. Mas desde então passou a sofrer chantagens e ameaças do ex, o advogado Wagner Oganauskas. …

“A única coisa que ela queria era poder ser feliz sendo quem ela era [uma mulher lésbica] e poder ter contato com os filhos. E ela foi arrancada das nossas vidas”, desabafou Luana, com a voz embargada, por telefone, enquanto se dirigia à manifestação por justiça por Ana Paula. No domingo (27), dezenas de pessoas caminharam pelas ruas centrais de Curitiba pedindo celeridade na apuração do crime. Dois suspeitos foram presos: Wagner Oganauskas, ex-marido de Ana Paula, e um amigo dele, Marcos Antônio Ramon.
(Original)

Continue reading at: https://www.uol.com.br/universa/colunas/morango/2021/06/30/ex-marido-mandou-matar-ana-paula-campestrini-lesbica-com-14-tiros-no-pr.htm (Source)

Brazil: evangelical pastor convicted of corrective rape of a young lesbian teenager

September 2020:

The Criminal Court of Recanto das Emas, in the Federal District, sentenced evangelical priest João Batista dos Santos to 20 years and 6 months in prison for the rape of a 13-year-old teenager.

The MPDFT (Public Ministry of the Federal District and Territories) advsed that the religious leader’s sentence took into account the authority he exercised over the victim and also recognised the repeated nature of the crime, which occurred at least three times.

In this case in which the priest was convicted of rape of a vulnerable person, it appears that João Batista met the victim in 2017, and the girl talked to the religious leader about her sexual orientation.

According to the MPDFT case, before the abuses occurred the priest said that he loved the girl and would marry her. After the girl commented on being a lesbian, he proposed to use an oil to anoint her body, saying that it was a form of “gay cure”.
(Translated)

O juízo da Vara Criminal do Recanto das Emas, no Distrito Federal, condenou o bispo evangélico João Batista dos Santos a 20 anos e 6 meses de reclusão pelo estupro de uma adolescente 13 anos.

A pena do líder religioso levou em consideração a autoridade que ele exercia sobre a vítima e também o reconhecimento da ocorrência continuada do crime — por pelo menos três vezes —, informou o MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios).

Nos autos do processo em que o bispo foi condenado por estupro de vulnerável, consta que João Batista conheceu a vítima em 2017, sendo que a menina teria conversado com o líder religioso sobre sua orientação sexual.

De acordo com a denúncia do MPDFT, antes dos abusos o bispo falava que amava a garota e que iria casar com ela. Depois de a menina comentar sobre ser lésbica, ele propôs passar um óleo para ungir seu corpo, argumentando ser uma forma de “cura gay”.
(Original)

Continue reading at: https://www.pragmatismopolitico.com.br/2020/09/bispo-evangelico-que-estuprou-adolescente-e-condenado-a-20-anos-de-prisao.html (Source)

Brazil: young lesbian attacked and left for dead survives with permanent injuries

August 2020:
Fourteen teeth pulled out, a broken jaw, a deep cut on the back of the neck and head trauma were the external marks of the beating suffered by Thaylanne Costa Santos in October last year [2019], when she was 17 years old.
But the blows she received left even more profound consequences: a victim of homophobia, she awaits justice while taking five drugs to treat neurological problems, seizures and a depression that prevents her getting out of bed.

Thaylanne returned home by bicycle after a party in the city of Formosa (281 km from Goiânia) when she was surrounded by three men armed with a machete, a concrete bar and a stick. 

After being beaten, Thaylanne was left unconscious in a puddle of mud. As it was late at night on a busy street, she was not found until hours later. Her condition was so serious that she had to be rescued by a helicopter from the Fire Department, which took her to a city hospital before being transferred to Goiânia.

In addition to taking care of the wounds, the doctors had to suction her lungs, because she had inhaled a lot of blood and dirty water. The stick and the concrete bar were close to her head, stained with blood. “The doctor said that the cut above the back of the neck was made by a machete, which only didn’t kill her because they must have been blind,” says Luciana. 
( Translated)

Fundraiser for Thaylanne Costa Santos:  https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-thaylanne-vitima-de-homofobia

Quatorze dentes arrancados, o maxilar quebrado, um corte profundo na nuca e o traumatismo craniano foram as marcas externas do espancamento sofrido por Thaylanne Costa Santos em outubro do ano passado, quando tinha 17 anos. Mas os golpes que recebeu deixaram sequelas ainda mais profundas: vítima de homofobia, ela aguarda justiça enquanto toma cinco remédios para tratar os problemas neurológicos, as convulsões e uma depressão que não a tira de cama.

Thaylanne voltava para casa de bicicleta depois de uma festa na cidade de Formosa (a 281 km de Goiânia) quando foi cercada por três homens armados com um facão, uma barra de concreto e um pedaço de pau. 

Depois de espancada, Thaylanne foi deixada desacordada sobre uma poça de lama. Como era fim de noite em uma rua sem movimento, ela só foi encontrada horas depois. Seu estado era tão grave que precisou ser resgatada por um helicóptero do Corpo de Bombeiros, que a levou para um hospital da cidade antes de ser transferida para Goiânia.

Além de cuidar dos ferimentos, os médicos precisaram aspirar o pulmão da garota, que acabou ingerindo muito sangue e água suja. O pau e a barra de concreto estavam perto da cabeça dela, sujos de sangue. “O médico disse que o corte acima da nuca foi de um facão, que só não a matou porque devia estar cego”, diz Luciana. 
(Original)

Continue reading at: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/08/31/homofobia-espancamento-goias-agressao-lesbiofobia.htm

Brazil: Angela Ro Ro talks about coming out as a lesbian: “I was beaten four times by the police”

In an interview, Angela Ro Ro shared the experience of being one of the pioneers of the LGBTQ + movement in Brazil.

She said: “Coming out as a lesbian cost me the blindness in one eye and half in the other and a half of my hearing. I was beaten four times by the Military Police and once by the Civil Police. I suffered physical aggression in 1981, 1983, two episodes in 1984 and in 1990 by brass knuckles, iron bars and baton. It was during a dictatorship, but I think that has no direct connection.”

The singer also compared reactions from that time to the present day: “Don’t you see how many children are killed today by stray bullet in Rio? At the time, I also suffered many homophobic attacks in other ways and I was even raped. I am proud to have been a pioneer, I was the first artist to call myself a lesbian in Brazil.”
(Translated)

Angela Ro Ro contou em entrevista como foi a experiencia de ser uma das pioneiras do movimento LGBTQ+ no Brasil.

Ela disse: “Me assumir lésbica me custou a cegueira de um olho e meio e metade da audição. Fui espancada quatro vezes pela Polícia Militar e uma pela Polícia Civil. Sofri agressões físicas em 1981, 1983, dois episódios em 1984 e em 1990 por soco inglês, barras de ferro e cacetete. Era ditadura, mas acho que não tem ligação direta”.

A cantora ainda comparou reações da época aos dias atuais: “Você não vê quantas crianças são mortas hoje em dia por bala perdida no Rio? Na época, também sofri muitos ataques homofóbicos de outras formas e cheguei a ser estuprada. Me orgulho de ter sido pioneira, fui a primeira artista a se dizer lésbica no Brasil”.
(Original)

Continue reading at: https://observatoriodemusica.uol.com.br/noticia/angela-ro-ro-fala-sobre-se-assumir-lesbica-fui-espancada-quatro-vezes-pela-policia-era-ditadura (Source)

Related article: Brazil: singer Angela Ro Ro victim of ongoing ageism and lesbophobia online

Brazil: lesbian attacked for stating sexuality

A 45-year-old man was charged on Friday (11 December) by the Amapá Civil Police for the crimes of assault and homophobic assault. He is accused of having beaten a woman at a shop in Macapá for being a homosexual.

The incident took place on December 1 in the Beirol neighborhood, in the South Zone of the capital. According to the investigation by the 6th Police Station (6th DP), Viviane Canuto, 40, was beaten with several punches in the face after declaring herself a lesbian.

Also according to the authorities, the aggressor, who is not named, had offended the victim by calling her “sapatão”. Questioned by the reporter, Viviane declined to identify the suspect, saying that the information could only be passed on by the police.

She said it all started with the man’s teasing. She responded and after stating her sexual orientation, she was physically attacked.
(Translated)

Um homem de 45 anos foi indiciado nesta sexta-feira (11) pela Polícia Civil do Amapá pelos crimes de lesão corporal e injúria preconceituosa ou homofóbica. Ele é suspeito de ter espancado uma mulher num mercantil em Macapá por ela ser homossexual.

O caso aconteceu no dia 1º de dezembro no bairro Beirol, Zona Sul da capital. De acordo com a investigação da 6ª Delegacia de Polícia (6º DP), Viviane Canuto, de 40 anos, foi agredida com vários socos no rosto após se declarar lésbica.

Ainda de acordo com a Civil, o agressor, que não teve o nome informado pela corporação, teria ofendido a vitima a chamando de “sapatão”. Questionada pela reportagem, Viviane não quis identificar o suspeito, dizendo que a informação só poderia ser repassada pela polícia.

Ela contou que tudo iniciou com provocações do homem. A mulher respondeu e depois de falar sobre a opção sexual teria sido atacada fisicamente.
(Original)

Continue reading at: https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2020/12/11/falei-da-minha-opcao-sexual-e-ele-me-agrediu-diz-vitima-de-homofobia-suspeito-foi-indiciado.ghtml (Source)

Brazil: anti-lesbian conversion therapy within the CTMDT

At 30, and married to a woman, Cláudia speaks with a certain freedom about her experience. But she still lives with the aftermath of intense suffering in her seminary years. In the year she was expelled from school, she stopped attending church. She fell into a deep depression that reduced her immunity to the point of being hospitalized with multiple infections. She still takes antidepressants and anti anxiety medication.

Since the age of 5, the designer knew she was a lesbian. But she hadn’t been with women until she fell in love with a seminary student. They had an almost platonic affair, without sexual relations, because they thought homosexuality was a sin.

Driven by guilt, she revealed her feelings to the school leadership, who imposed the total withdrawal of the two as a condition for continuing their studies. “I had to read a verse from the Bible to her in front of the pastors. The text said that homosexuality is an abomination to God. She left the room crying. It was horrible ”, she remembers. According to her account, teachers monitored the students’ movements and exposed the case to other students. She says she had her personal computer confiscated by one of the leaders, who searched the device to find exchanges of messages between her and the other student.
(Translated)

Aos 30 anos, e casada com uma mulher, Cláudia fala com certa liberdade sobre sua experiência. Mas ainda convive com as sequelas do sofrimento intenso nos anos de seminário. No ano em que foi expulsa da escola, ela deixou de frequentar a igreja. Caiu em uma depressão profunda que reduziu sua imunidade a ponto de ser internada com múltiplas infecções. Ela ainda toma antidepressivos e ansiolíticos.

Desde os 5 anos, a designer se reconhece como lésbica. Mas não tinha ficado com mulheres até se apaixonar por uma aluna do seminário. Elas tiveram um caso quase platônico, sem relações sexuais, porque achavam que a homossexualidade era pecado.

Movida pela culpa, ela revelou seus sentimentos à liderança da escola, que impôs o afastamento total das duas como condição para a continuidade dos estudos. “Tive que ler um versículo da Bíblia para ela na frente dos pastores. O texto falava que a homossexualidade é abominação para Deus. Ela saiu da sala chorando. Foi horrível”, lembra. Conforme seu relato, professores vigiavam os movimentos das estudantes e expunham o caso para outros alunos. Ela diz que teve o computador pessoal confiscado por uma das líderes, que vasculhou o dispositivo para achar trocas de mensagens dela com a outra aluna.
(Original)

Continue reading at: https://apublica.org/2020/12/para-curar-a-homossexualidade-jovem-teria-sido-submetida-a-isolamento-exorcismos-e-terapia-em-seminario-evangelico/ (Source)

Brazil: how gynaecology fails lesbians

Lesbian and bisexual women go to the gynecologist less than heterosexual women. According to data from the report on Comprehensive Health Care for Lesbian and Bisexual Women, from the Ministry of Health, only 47% of this group have gynecological consultations annually, while the number rises to 76% when we talk about straight women, according to Febrasgo (Brazilian Federation of Associations of Gynecology and Obstetrics).

To understand why this happens, Delas listened to 45 non-heterosexual women on the topic. Anonymous reports reveal negligence, unpreparedness and prejudice by health professionals when it comes to sex between women. 
(Translated)

Mulheres lésbicas e bissexuais vão menos ao ginecologista do que as heterossexuais. Segundo dados do relatório Atenção Integral à Saúde das Mulheres Lésbicas e Bissexuais, do Ministério da Saúde, apenas 47% deste grupo faz consultas ginecológicas anualmente, enquanto o número sobe para 76% quando falamos de mulheres hétero, segundo Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

Para entender porque isso ocorre o Delas ouviu 45 mulheres não-heterossexuais sobre o tema. Os relatos anônimos revelam negligências, despreparo e preconceito de profissionais da saúde quando o assunto é sexo entre mulheres.
(Original)

Continue reading at: https://delas.ig.com.br/saudedamulher/2020-09-01/lesbicas-e-bi-denunciam-negligencia-de-ginecologistas-nao-nos-examinam.html (Source)

Brazil: teenager attacked by father for being lesbian

The grandmother of a 16-year-old teenager reported the girl’s father after he attacked her granddaughter. According to the grandmother, the girl was beaten because of her sexual orientation – the girl is a lesbian. The complaint was made on Wednesday (9 September) and the case occurred in the city of Ipiaú, in Bahia.

The police are investigating what happened and the girl will remain with her grandmother. According to the 9th Regional Interior Police Coordination (Coorpin), the girl said she had also been attacked by her father with a machete “sheath”, a type of case used to preserve the object’s blade.

The perpetrator, who has already been summoned by the police, was not found at the house after the report. The grandmother also pointed out that the girl has been assaulted several times for the same reason.
(Translated)

A avó de uma adolescente de 16 anos denunciou um pai após a sua neta ser espancada. Segundo a avó, a garota apanhou em função de sua orientação sexual – a menina é lésbica. A denúncia foi feita na quarta-feira (9) e o caso ocorreu na cidade de Ipiaú, na Bahia.

A polícia está investigando o ocorrido e, a priori, a menina deve permanecer com a avó. Segundo a 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), a menina disse que também havia sido agredida pelo pai com uma “bainha” de facão, um tipo de estojo usado para preservar a lâmina do objeto.

O agressor, que já foi intimado pela polícia, não foi encontrado na casa após a denúncia. A avó ainda destacou que a garota já foi agredida várias vezes pelo mesmo motivo.
(Original)

Continue reading at: https://observatoriog.bol.uol.com.br/noticias/menina-e-espancada-pelo-pai-por-ser-lesbica-policia-investiga (Source)

Brazil: Man accused of raping 13 year old lesbian daughter in front of grandfather

The Civil Police of Salto (SP) is interviewing witnesses to investigate the incident in which a man is suspected of raping his 13-year-old daughter in front of her grandfather on Saturday (29 August). Cell phones of those involved were also apprehended for analysis.

The mother told G1 [the media outlet]  that the assault occurred after they discovered the girl was a lesbian.
(Translated)

Polícia Civil de Salto (SP) está ouvindo testemunhas para investigar o homem suspeito de estuprar a filha de 13 anos na frente do avô dela, no sábado (29). Celulares dos envolvidos também foram apreendidos para serem analisados.

A mãe contou ao G1 que a agressão teria ocorrido depois que eles descobriram que a menina era lésbica.
(Original)

Continue reading at: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2020/09/02/policia-ouve-testemunhas-para-investigar-suspeito-de-estuprar-filha-por-ser-lesbica.ghtml (Source)

Brazil: lesbian influencer attacked by her father in home invasion

Brazil

Lesbian makeup artist and influencer Lara Inácio denounced her own father on her social networks for invading her home and attacking her. The young woman, who is dating a girl, accused her father of homophobia and shared with her followers a 5-second video in which she appears on the floor, crying, with bruises on her leg.

“The day was long, we had our house invaded, I was alone and I was caught like a dog, on top of my own bed and then on the street lying down! But homophobia doesn’t exist, does it?”, said the lesbian influencer showing her injuries and crying in the video.

“What is the name you give to whoever beats a daughter because she dates a girl? Am I out of style or is it not called homophobia anymore?” According to Lara Inácio, her father threw her out of the house when he learned that she was a lesbian, when she went to live at her aunt’s house, where the crime happened.
(Translated)

A maquiadora e influenciadora lésbica Lara Inácio denunciou o próprio pai em suas redes sociais após ter sua casa invadida por ele e apanhar. A jovem, que namora uma menina, acusou o pai de homofobia e dividiu com seus seguidores um vídeo de 5 segundos em que aparece no chão, chorando, com machucados na perna.

“O dia foi longo, tivemos a nossa casa invadida, eu estava sozinha e apanhei igual cachorro, em cima da minha própria cama e depois na rua deitada! Mas homofobia não existe, né?”, disse a influenciadora lésbica mostrando os ferimentos e chorando no vídeo.

“Qual o nome que vocês dão para quem bate em filha porque ela fica com menina? Eu estou fora de moda ou não se chama mais homofobia?”. Segundo Lara Inácio, seu pai a expulsou de casa quando soube que ela é lésbica, desde então a youtuber foi morar na casa da tia, onde aconteceu o crime.
(Original)

Continue reading: https://observatoriog.bol.uol.com.br/noticias/2020/05/influenciadora-lesbica (source)

Suspected hitman of lesbian politician Marielle Franco killed by police

marielle franco

Friends and relatives of the murdered Brazilian politician Marielle Franco are demanding answers after Adriano da Nóbrega – a notorious hitman, whose gang of contract killers is suspected of involvement in her assassination – was gunned down by police in the north-east of the country.

Nóbrega, an ex-special forces police captain, also had close links to the family of the far-right president, Jair Bolsonaro. Nóbrega was killed by police on Sunday in Bahia state where he had been on the run.

“Who gained from the death of ex-special forces captain Adriano Nóbrega,” tweeted Franco’s widow, Monica Benicio.

Franco’s leftist PSOL party said Nóbrega was a “key piece” in discovering who ordered Franco’s killing and called for a full investigation. “Witness elimination? Another attempt at obstruction of justice? Who ordered our companion killed? We demand answers,” tweeted Sâmia Bonfim, a PSOL congresswoman.

Continue reading at: https://www.theguardian.com/world/2020/feb/09/hitman-with-links-to-marielle-francos-killed-by-police (Source)

Previous article: Brazil: two ex-police charged with murder of lesbian activist politician Marielle Franco and her driver

Original article: Protests held across Brazil after lesbian Rio councillor shot dead

Brazil: lesbophobic attack by three men on five women

Gabrielle Amato

Last Sunday, photographer Gabrielle Amato, in a group of five women, suffered physical and verbal aggression from three unknown men in an amusement park 80 km from São Paulo, the so-called Hopi Hari de Vinhedo.

As reported in the videos posted on social networks the women, three friends and a lesbian couple, were enjoying the day while waiting in line at one of the park’s attractions. They were approached by a trio of a father and son together with a friend who, chanting in favour of fascist President Jair Bolsonaro, declared a desire to expel them from the scene, eventually culminating in assaults on women, punching and kicking them.

On her social media networks, the photographer Gabrielle Amato denounced the incident and outlined the real reasons for the violence: the fact that they are lesbians. Gabrielle also commented that she was surprised by the incident because, according to her, such aggression was unusual until then, at least involving her person.

The emergence of these types of cases, such as Gabrielle’s, are increasingly common among women and people of colour, reflecting the advancement of the far right in Brazil. If, as the photographer says, such a situation is different from what happened in the past, we have a strong practical example of how fascists act when they feel comfortable acting in national politics.
(Translated)

 

No último domingo, a fotógrafa Gabrielle Amato, junto a um grupo que totalizava cinco mulheres, sofreu agressões físicas e verbais provindas de três homens desconhecidos em um parque de diversões há 80 km de São Paulo, o chamado Hopi Hari de Vinhedo.

As mulheres, como relatam nos vídeos lançados nas redes sociais, estavam aproveitando o dia entre três amigas e um casal lésbico, quando enquanto esperavam na fila de uma das atrações do parque, foram abordadas por um trio de pai e filho juntos a um amigo que, entoando dizeres a favor do presidente fascista, Jair Bolsonaro, declaravam o desejo de expulsa-las do local, culminando por fim em covardes agressões feitas pelo grupo contra as mulheres, onde por meio de socos e chutes, atingiram as visitantes.

A fotógrafa em seus redes sociais denunciou o fato e escancarou os reais motivos da agressão: o fato de serem lésbicas. Gabrielle comenta além disso a surpresa com a situação pois, de acordo com a mesma, agressões desse tipo eram incomuns até então, pelo menos envolvendo sua pessoa.

O aparecimento destes tipos de caso como de Gabrielle, cada vez mais frequentes entre mulheres e negros, é um reflexo do avanço da extrema-direita no Brasil. Se como diz a fotógrafa, tal situação se mostra diferente do que acontecia no passado, temos um forte exemplo prático de como passa a agir os fascistas quando sentem-se confortáveis de atuarem na política nacional.
(Original)

Continue reading at: https://www.causaoperaria.org.br/mulher-e-espancada-por-ser-lesbica-e-preciso-reagir-a-extrema-direita/ (Source)

International Lesbian Day: Instagram Series, “Rebu”, Resignifies Lesbian Woman Issues

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Pernambuco’s video artist Mayara Santana tells her experiences in the documentary designed for the IGTV format.

Gone are the days when calling a lesbian woman “dyke” was a curse. After years of prejudice and aggression, they re-signified the term and now “romp” has become a cry for freedom. A compliment of the most valuable, which, by the way, says a lot about pride. A lesbian woman carries machismo and homophobia in the same package (if she is black, she also has racism in the combo). And these are still obstacles that make it impossible to support some initiatives. As existence gains a new contour, it also innovates in the way it is counted.

Designer and video maker Mayara Santana, 27, found this gap. And from her personal experience, she made the “Rebu – Egolombra of an almost sorry shoe” web series, designed for the Instagram IGTV format. The documentary series comes from a specific place of speech: Mayara’s reality as a black and lesbian woman in Recife.

(Translated)

A videasta pernambucana Mayara Santana conta as suas experiências no documentário pensado para o formato de IGTV

Já se foi o tempo em que chamar uma mulher lésbica de “sapatão” era um xingamento. Depois de anos de preconceitos e agressões, elas ressignificaram o termo e, agora, “sapatão” virou grito de liberdade. Um elogio dos mais valiosos, o que, aliás, diz muito sobre orgulho. Uma mulher lésbica carrega o machismo e a homofobia no mesmo pacote (se for negra, também tem racismo no combo). E essas ainda são travas que impossibilitam apoio a algumas iniciativas. Ao passao que a existência ganha novo contorno, também se inova no jeito de contá-la.

A designer e videasta Mayara Santana, de 27 anos, encontrou esta lacuna. E fez, a partir da sua experiência pessoal, a websérie “Rebu – Egolombra de uma sapatão quase arrependida”, pensada para o formato de IGTV do Instagram. A série documental vem de um lugar de fala específico: a realidade de Mayara enquanto mulher negra e lésbica no Recife.

(Original)

Continue reading: https://www.folhape.com.br/diversao
/diversao/series/2019/07/06/NWS,
109803,71,539,DIVERSAO,2330-REBU-SERIE-PARA-INSTAGRAM-RESSIGNIFICA-QUESTOES-MULHER-LESBICA.aspx
(source)

Lesbians Are a Target of Male Violence the World Over

by Julie Bindel

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Lesbians in the U.K. have fought for and achieved legislative equality with heterosexuals. We can marry, adopt and foster children, and have next-of-kin rights with a same-sex partner. It is now illegal to fire us from our jobs or refuse goods and services on the grounds of our sexuality.

These changes also are prevalent across the majority of states in the U.S. and in numerous other countries around the world. But there are still plenty of places that have either rolled back the rights of lesbians, such as Russia under President Vladimir Putin, or, under the influence of religious fundamentalists, have introduced archaic and extremely punitive legislation affecting LGBTQ people.

Continue reading: https://www.truthdig.com/articles/lesbians-are-a-target-of-male-violence-the-world-over/ (source)

Update: Brazilian court considering trial for police accused of killing Luana Barbosa in 2016

Luana Barbosa 2

The court heard this week from the three military police officers accused of beating to death Luana Barbosa dos Reis , 34, a non-feminine black, lesbian and marginalised woman, in front of her her 14-year-old son, and will decide in the next few days whether to take or not the defendants will go to trial.

According to witnesses and Luana herself, in a video recorded before her death, she was beaten during a police raid on the night of April 8, 2016, in the Jardim Paiva II neighbourhood, one of the outskirts of Ribeirão Preto, 312 km from the city of São Paulo, nicknamed “Brazilian California” or “national agribusiness capital”. Five days later, Luana died in the hospital. The cause of death was a cerebral ischaemia caused by traumatic brain injury.

According to witnesses, at the time of approach Luana Barbosa demanded the presence of a female police officer to conduct the search. To show that she was a woman, Luana lifted her shirt. At that moment she was punched and kicked that knocked her to the ground. This is the same version told by Luana Barbosa’s family three years ago.
(Translated)

A Justiça ouviu nesta semana os três policiais militares acusados de espancar até a morte Luana Barbosa dos Reis, 34 anos, mulher não feminilizada, negra, lésbica e periférica, diante do filho dela de 14 anos, e deve decidir nos próximos dias se leva ou não os réus a júri popular.

Segundo relatos de testemunhas e da própria Luana, num vídeo gravado antes de sua morte, a jovem foi espancada durante uma abordagem policial na noite de 8 de abril de 2016, no bairro Jardim Paiva II, uma das periferias de Ribeirão Preto, cidade a 312 km da capital paulista, apelidada de “Califórnia brasileira” ou “capital nacional do agronegócio”. Cinco dias depois, Luana morreu no hospital. A causa da morte foi uma isquemia cerebral causada por traumatismo crânio encefálico.

Segundo as testemunhas, no momento da abordagem Luana Barbosa exigiu a presença de uma policial mulher para realizar a revista. Para mostrar que era mulher, Luana levantou a camiseta. Nesse momento ela levou um soco e um chute que a derrubaram no chão. É a mesma versão contada pela família de Luana Barbosa há três anos.
(original)

Continue reading at: https://ponte.org/pms-acusados-de-matar-luana-barbosa-culpam-vitima-e-poder-dos-direitos-humanos/ (Source)

Original article: Brazil: state murder of lesbian remains unpunished 3 years later

Brazil: young DJ murdered for being lesbian

DJ Ana Karolina de Souza Santos

DJ Ana Karolina de Souza Santos, 19, was brutally murdered, and according to the victim’s friend, anonymous for fear of reprisals, the young woman may have been killed because of homophobia (prejudice and criminal attitudes against homosexuals).

“One managed to escape and the other two said they did not realize that Karol was dead because they both pretended to be dead. It was a strategy to survive. The girls say that at no time was there harassment, but they (kidnappers) were taking pictures and asking where they were from, who they were. To me, Karol’s death had to do with her social position. Karol looked the most masculine. She had no wake. She was totally disfigured”, said the interviewee.

The DJ’s friend added that she will not accept the criminalisation of the dead victim, which she says “serves to remove the state’s responsibility for the crime”.
(Translated)

 

A DJ Ana Karolina de Souza Santos, 19, assassinada brutalmente, e segundo uma amiga da vítima, que terá sua identidade preservada por temer represálias, a jovem pode ter sido morta por homofobia (preconceito e atitudes criminatórias contra homossexuais).

“Uma conseguiu fugir e as outras duas disseram que não perceberam logo que a Karol estava morta, porque elas duas se fingiram de mortas. Foi uma estratégia para sobreviver. As meninas falam que em nenhum momento teve assédio, mas eles (raptores) ficaram tirando fotos e perguntando de onde elas eram, quem elas eram. Para mim, a morte da Karol teve relação ao aspecto social que ela estava envolvida. A Karol era quem tinha aparência mais masculinizada. Nem velório ela teve. Ficou toda desfigurada”, relatou a entrevistada.

A amiga da DJ acrescentou que não irá aceitar que criminalizem a vítima morta, algo que, segundo ela, “serve para tirar a responsabilidade do Estado pelo crime”.

(Original)

Continue reading at: https://revista.painelpolitico.com/dj-e-raptada-com-outras-tres-amigas-em-fortaleza-ela-foi-morta-a-golpes-de-barra-de-ferro/ (Source)